terça-feira, 10 de março de 2009

Anima


A capacidade de gerar imagens e criar espontaneamente mitos atuantes pertence à psique profunda, devem ser entendidas como realidades psíquicas criando uma espécie de auto-representação. E não apenas como transposições ou cópias da realidade externa.

Incontáveis seres que habitam a natureza, possuem uma surpreendente semelhança; entre as mais diversas culturas, em diferentes lugares e épocas _ tais como gigantes, deusas, ninfas, e demais personificações que habitam a água, o ar, a terra e o fogo; assim como animais e plantas.













As figuras da imaginação expressos nos mitos, e nas lendas da antiguidade, são semelhantes também às fantasias, aos sonhos, a poesia, do homem moderno.
Entre elas pode-se reconhecer o componente feminino da personalidade do homem _ a Anima; como o componente feminino de sua psique pessoal, mas ao mesmo tempo a imagem do ser feminino que existe de modo geral, ou o arquétipo do feminino na natureza.
Desapareci como a aurora e sou difícil de agarrar como o vento...



















Essencialmente feminina, a anima, como a mulher, é determinada preponderantemente por Eros, isto é, pelo princípio da ligação, da relação. Enquanto o homem, o masculino, em geral, deve mais ao princípio do Logos, que diferencia e ordena, ou seja, à razão.
Os movimentos emocionais que ocorrem no inconsciente são transmitidos à consciência pela feminilidade do homem, pela anima que os percebe.

Como um movimento da alma, uma emoção abafada, uma disposição inexplicável. O processo provoca um impulso ou equivale a uma intuição.


Quando a mulher-arquetípica incita à batalha, com isso desempenha o papel característico para anima como “femme-inspiratrice”, no entanto, num estágio primitivo, da “obra” à qual o homem é inspirado.

Personifica a ambição e o desejo do homem, até onde está voltado para a luta, nele o feminino surge de forma guerreira.


















Como as Amazonas, as Mulheres-cisnes, as Mulheres-focas, e muitas formas oníricas da Mulher amada; da Esposa do Herói, ou da Menina encantadora que surge nos sonhos, e tornam doentes de saudades o sonhador, quando desaparece...


A “saudade, ou desejo” torna-se perceptível primeiro no feminino-inconsciente: o desejo de novos empreendimentos, e novas possibilidades que leva o homem a seguí-las e compreendê-las.
















A integração da Anima, isto é, a incorporação do elemento feminino na personalidade consciente do homem, faz parte do processo de individuação.
O aspecto pessoal da anima é a parte que pode ser integrada à personalidade, pois pertence ao inconsciente pessoal, devendo ser diferenciada das mulheres comuns de seu relacionamento externo, evitando assim as projeções, já que a preponderância da anima se dá quando os aspectos se misturam.






E, ao mesmo tempo, diferenciando-as das de natureza supra-pessoal, como as deusas da Natureza: Afrodite, Sofia, ou A Grande Mãe, A Deusa do Amor, ou como quiser que as chamem; se encontram por trás , como imagem primordial, e deve- se ir ao encontro delas com veneração.


Conscientizar a Anima representa um novo posicionamento diante do feminino. Pois a vida está baseada na combinação harmônica das energias masculinas e femininas também no interior do indivíduo.