sábado, 6 de dezembro de 2008

Talvez as nossas almas animais, perdidas e feridas, nos procurem nos sonhos em busca de ajuda humana: a fera, inquieta, fareja o mistério da humanidade, ansiando por tocá-lo. (S. Nichols)

No quadro: A Cigana Adormecida de Henri Rousseau, um leão se detém à beira do sonho de uma cigana, sob o feitiço do luar...

Aniela Jaffé comenta o problema do relacionamento com o nosso lado instintual:

Os instintos suprimidos e feridos são os perigos que ameaçam o homem civilizado: os impulsos não reprimidos são os perigos que ameaçam o homem primitivo. Em ambos os casos o "animal" é alienado de sua verdadeira natureza; e para ambos a aceitação de sua alma animal é a condição da totalidade e de uma vida plenamente vivida. O homem primitivo precisa domesticar o animal em si mesmo e fazer dele um companheiro útil; o homem civilizado precisa curar o animal em si mesmo e fazê-lo seu amigo.

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