segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A ELABORAÇÃO DOS OPOSTOS

A essência do mundo é composta de polaridades. O feminino e o masculino é uma delas, no entanto, para a moderna psicologia o masculino não se limita ao homem nem o feminino à mulher, já que reconhece no inconsciente de cada um o seu pólo oposto. Sua conscientização, diferenciação e elaboração são a base para o desenvolvimento psíquico. A compreensão dos complexos funcionais da psique capacitará o indivíduo a elaborar esse processo, exigência imprescindível para a individuação.


Nossa visão de mundo se transformou quando passamos a compreendê-lo em termos de energia, do mesmo modo podemos compreender a realidade psíquica em termos de energia e, portanto, permutáveis e dinâmicas. Daí a possibilidade de organização do pensamento e, através do diálogo interno, o confronto com os complexos-configurações, figuras típicas que pertencem por um lado à personalidade, mas que por outro estão fortemente enraizadas no inconsciente profundo; por exemplo, a imagem do herói, do monstro, da princesa, da bruxa, do velho sábio, da criança, da mãe, do pai, etc...


Através da conscientização desses conteúdos, pode-se dialogar com eles, recorrer aos seus conselhos e ajuda, tendo-se, entretanto, frequentemente de se defender deles.
A diferenciação entre si mesmo e as figuras que representam esses princípios são da maior importância, sendo necessário o constante fortalecimento da própria identidade, já que essas grandezas não atuam apenas como imagens, mas comportam-se ativamente, de forma autônoma, emergem interferindo muitas vezes de forma desagradável ou até mesmo destrutiva.Tem-se, portanto, todos os motivos para se querer compreender sua forma de manifestação e sua relação com a consciência. Aprender a lidar com eles, principalmente sua tendência de domínio, por causa da identificação do ego com esses conteúdos.


Esses complexos possuem muitas características, por exemplo, podem provir de diferentes níveis: _ como do inconsciente pessoal, que se relacionarão de forma mais direta com o indivíduo, ou do inconsciente coletivo, representado pelas figuras do inconsciente profundo e que são a herança psíquica de toda humanidade. Podendo ser encontradas em quase todos os povos, culturas e no tempo; sem que nunca tenham se comunicado. É o caso, por exemplo, da figura do herói que salva a donzela; das lendas às religiões, esse é o tema de um mito antiqüíssimo representando um arquétipo universal.

















As figuras arquetípicas que surgem em nossos sonhos e fantasias poderão ter um caráter supra-pessoal, apesar da relação que pode-se ter com eles, assim como, a mesma figura ter um caráter individual mais correspondente a uma atitude ou mesmo aptidão, sendo que nos dois casos possuirão características tanto positivas quanto negativas.
As figuras do inconsciente que na mulher representam os aspectos masculinos, e que no inconsciente masculino representam os aspectos femininos são influenciadas por múltiplos fatores, inclusive aquilo que ao longo do tempo aprendemos a identificar como as suas atitudes respectivas, condicionados pelo convívio com o sexo oposto, criando-se uma imagem coletiva.

Mas não somente a imagem da experiência, como também uma espécie de essência se dirige às demais funções, intervindo ativamente na vida individual, mais ou menos como um Estranho.
Representa na mulher o Animus e no homem a Anima.


SEM SER LIVRE, JÁ QUE SOMOS CONDICIONADOS POR FORÇAS INTERNAS E EXTERNAS;
TAMBÉM NÃO DEVEMOS SER ESCRAVOS DELAS.