quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Um sonho com o Animus


Numa paisagem urbana, sob altíssimas colunas de viadutos, se entrecortavam avenidas vazias; com canteiros gramados onde as pessoas espalhando-se aqui e ali, aproveitam o sol...

Languidamente, eu e meu companheiro, também nos deixavamos ali na grama, próximos da avenida deserta. Éramos aparentemente mais jovens.
Estávamos conversando, deitados, apoiados um no outro, quando avistamos ao longe um carro que se aproximava devagar. Era um antigo modelo “Impala” azul metálico.





Dentro do carro havia dois homens.

No banco de trás, sendo conduzido por um motorista; “soube” ser um cineasta.

Os dois falavam a respeito de um plano, para que eu tivesse "certeza" de sua importância:
_Conseguiriam, muito habilmente, alguém que fosse parecida comigo...





Nesse momento, surge diante de mim senão eu mesma...


Tive muitas dúvidas, pois, enquanto “ela” chegava, ao mesmo tempo eu me olhava em um espelho preso a um pilar. E ainda podia ver a cena toda.

Então, quem era quem? Éramos muitas...



Pensei em gritar.

(Coisa que havia feito durante um sonho dois dias antes, e que me fez acordar.
Não sendo a primeira vez que recorro à lembrança de outros sonhos dentro de um sonho).


Então, gritei!!!! E assim, acordei-me.



Por um tempo, que pareceu imenso, fiquei imersa em uma nuvem...

E então lembrei-me de tudo...

Principalmente do que o Animus é capaz:
Mostrar-me as "imagens" de mim mesma.


Os aspectos que denotam relação com o Animus:

Apesar de estarmos em contato com a natureza, deitados na grama de um jardim, inversamente o que admirávamos era a arquitetura da cidade _ construções gigantescas que representam, as criações intelectuais do homem; mas naquele momento, também ao contrário, serviam apenas para a contemplação.
O único carro que trafegava era uma “raridade" e causava muita admiração.

Todos esses elementos juntos, aparentemente ligados a concretudes, estavam desvirtuados de suas “utilidades” corriqueiras _ serviam a propósitos mais criativos, ou talvez, que melhor revelassem seus poderes "ilusionistas".

Um outro dado se soma à contradição das posições _ era o condutor do carro quem parecia ser a peça chave, pois comandava os planos do cineasta para quem “dirigia”.

Esse jogo de espelhos está literalmente expresso na imagem do sonho que provoca o intenso desejo de romper com as ilusões...



Nessa época estava estudando o livro de Emma Jung," Animus e Anima"; descobrindo, questionando, e escrevendo a respeito muito interessadamente. A mensagem quanto a "importância" de me conscientizar desse companheiro, foi bastante evidente.


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